A actio na música instrumental setecentista: nuances de tons e variedade rítmica de acordo com preceptivas de Quantz e Mattheson

Autores/as

  • Noara Paoliello

Palabras clave:

Quantz, Mattheson, actio musical, variedade rítmica, inflexão

Resumen

Este trabalho se concentra na investigação da noção de actio na música instrumental setecentista a partir das preceptivas de Quantz (1752) e Mattheson (1739). Nesses tratados é possível observar a relação entre a atuação do orador e do cantor/instrumentista. Segundo esses autores, o discurso – verbal ou musical - é completado pela ação, havendo certa liberdade para a representação segundo a sensibilidade e o bom gosto. Quantz descreve as qualidades esperadas no proferimento do discurso que evitam a monotonia, dentre as quais destacamos as mais úteis para a música instrumental: as nuances de tons e intensidade do som; e a variedade rítmica. A importância dessa variedade no momento da ação pode ser observada em diferentes passagens no tratado de Quantz, como quando ele menciona as notas lentas e cantábiles que intercalam as passagien dos allegros; e quando ele discorre sobre o acompanhamento do solo - que deve favorecer a liberdade do solista para ousar e variar o tempo. Mattheson também faz referência à liberdade de tempo quando escreve que o instrumentista deve assumir um estilo de canto flexível nos adágios ao invés de um tempo exato; e também quando menciona o estilo livre das fantasias. A variedade de tons (da voz ou do som) é detalhadamente indicada e exemplificada por Quantz no capítulo dedicado aos movimentos lentos, onde ele defende o uso de forte/fraco além de crescendo/decrescendo, a fim de variar o proferimento do discurso musical alternando luz e sombra – assunto também destacado por Mattheson, para quem os poemas sonoros são pinturas musicais onde a palavra é como o desenho e os sons como as cores.

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Publicado

2022-09-26

Número

Sección

Dossier