Lully e as Metamorfoses de Ovídio: representação de imagem e poder de Luís XIV

Autores/as

  • Rodrigo Lopes

Palabras clave:

Lully, ópera, imitação, França, século XVII

Resumen

No século XVII francês, as “opere serie” de Jean Baptiste Lully se estruturaram de acordo com modelos literários da antiguidade clássica, como As Metamorfoses de Ovídio, e utilizadas como meios estratégicos retóricos e imitativos para construir e fortalecer a imagem pública de Luís XIV. As óperas de Lully ocupam na história literária mundial uma posição de releitura dos autores e obras greco-latinas e o reconhecimento nos antigos de uma forma de expressão perfeita a ser imitada; a universalidade dos antigos conferia às produções artísticas um caráter atemporal de suas manifestações. A antiguidade clássica, considerada perfeita, era associada a uma suposta perfeição do reinado de Luís XIV, e para validar essa perfeição, o artista se subordinava a uma retórica construtora de hierarquias e valores determinantes para a estrutura de suas obras, processo esse apartado da noção de independência artística. As poéticas clássicas eram filiadas às convenções da corte, e o artista, sendo um elemento do sistema político predominante, não podia criar fora das regras estabelecidas por essas poéticas. Nesse sentido, interessa-nos, em nossa discussão, como o gênero da ópera serviu para cuidar da manutenção do poder real de Luís XIV.

Publicado

2023-12-18

Número

Sección

Dossier: XIII Encuentro de Investigadores en Poética Musical...