Significação das tonalidades na obra de Ludwig van Beethoven

Autores/as

  • Malgorzata Grajter

Palabras clave:

Beethoven; expressão tonal; modos; tonalidades; estética musical

Resumen

A discussão sobre o valor expressivo dos modos (ou, mais tarde, tons) remonta aos dias de Platão e Aristóteles. Mesmo com a atribuição de significados presente na teoria e estética musical tanto no início como no declínio do sistema tonal, não existe um consenso pleno entre os estudiosos sobre qual sentido deveria ser atribuído a um modo (Dórico, Lídio, etc.) ou a uma tonalidade (Dó maior, Ré menor, etc). A divergência entre os estudiosos nunca permitiu a criação de uma teoria universal da semântica dos modos e das tonalidades, tal como ocorre num dicionário ou léxico.

Tendo isso em mente, é crucial estar consciente da semântica dos modos ao interpretar composições da common practice. No caso de Beethoven a sua profunda sensibilidade sobre a expressão tonal, assim como a sua consciência (também histórica) dos significados das tonalidades são muito bem documentadas. Em sua última fase criativa, Beethoven também procurou aplicar modos gregos em suas composições (por exemplo, na sua Missa solemnis, ou Quarteto op. 132). Contudo, ao lado das propriedades expressivas de cada tonalidade ou modo, em numerosas obras de Beethoven era mais frequente a organização da sequência de tonalidades ou o resultado do contraste entre elas, que permitia, por meio de sua expressão, produzir significados. O objetivo deste artigo será, então, considerar os possíveis fatores importantes para Beethoven que formaram a sua consciência da expressão tonal.

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Publicado

2020-12-22

Número

Sección

Dossier