Das proporções musicais: preceitos em Zarlino e interpretações de Fux

Autores/as

  • Matheus Rocha Grain
  • Sérgio Paulo Ribeiro de Freitas

Palabras clave:

Gradus ad Parnassum; História da teoria musical; Contraponto; Consonância e Dissonância

Resumen

O texto propõe uma leitura acerca de fundamentos que balizam qualidades atribuídas aos intervalos musicais no Gradus ad Parnassum (1725), de Johann Joseph Fux. Para tanto –tocando temas como antigo e moderno, gosto e correção, regra e arte, divino e humano, exercício, uso e especulação–, recuperam-se alguns preceitos presentes em Zarlino observando aproximações e afastamentos daquilo que, mais tarde, Fux levou em conta. São destacadas relações entre número harmônico e a ideia de perfeição, sobre a presença de um subjacente à música que não pode ser acessado pelos sentidos, senão pelo pensamento. Com isso, percebe-se que Fux dialoga com uma tradição especulativa que julga as proporções musicais a partir das distâncias do 1, número que é compreendido, nesse contexto, como representante da unidade [Unitas], do princípio, do criador. Por fim, observa-se que, contrapondo-se ao valor da regra pela regra, esse tipo de leitura pode arejar nossas rotinas de ensino e aprendizagem musical.

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Publicado

2020-12-22

Número

Sección

Dossier